AgroBravo quer transformar a vida de um jovem estudante brasileiro

A decisão do diretor executivo da AgroBravo, Julio Bravo, de levar jovens brasileiros para estudar nos Estados Unidos, foi baseada na sua própria experiência. Bravo foi o primeiro estudante brasileiro a participar de intercâmbio nos moldes da World Food Prize/GYI. “Nós passamos três dias acompanhando as discussões sobre o futuro do agronegócio no mundo, desde o desenvolvimento de tecnologia, desenvolvimento de novos negócios para o melhoramento e o acesso do alimento para todos. Na época, eu fiz um trabalho sobre a agricultura familiar do Brasil, falando especificamente da Região Noroeste do Rio Grande do Sul, onde eu nasci, e fiz a apresentação do trabalho para uma banca formada por 30 países diferentes. Havia jovens de todos os lugares do mundo”, conta o diretor executivo da AgroBravo.

Julio Bravo aparece apertando a mão de Norman Borlaug, considerado o pai da Revolução Verde

O intercâmbio do qual participou, há 15 anos, lhe deu um aprendizado que nenhuma escola formal no Brasil poderia lhe ter oferecido, a ponto de mudar radicalmente a sua vida. Assim, em reconhecimento ao que recebeu através daquele intercâmbio transformador, o empresário resolveu procurar alunos brasileiros do ensino médio que tenham interesse em participar de intercâmbio semelhante ao dele para patrociná-los. A ideia é levar um brasileiro por ano para os EUA. A iniciativa acontecerá em parceria com a Embrapa Soja de Londrina (PR) e o Programa Bom Aluno, através da Global Agriculture Learning Center, o centro global de aprendizagem agrícola do Hawkeye Community College. Os estudantes do Proggrama Bom Aluno são oriundos de escolas públicas, mas, hoje, estudam em escolas paticulares com incentivo do programa.

O Hawkeye Community College atende a mais de 25 mil pessoas e premia quase 1.500 diplomas e graus anualmente, com um impacto comunitário de US $ 106 milhões e 1.400 empregos. Desde 1966, a faculdade formou mais de 50 mil alunos.  A parceria entre AgroBravo e o Global Agriculture Learning Centre, o Centro Global de aprendizagem agrícola do Hawkeye Community College é forte. Estamos entusiasmados em continuar a nossa parceria através de intercâmbios e outras colaborações, promovendo a partilha de ideias na agricultura para melhorar a agricultura no Brasil, nos Estados Unidos e em todo o mundo”, declarou Bradley Kinsinger.

A Embrapa Soja é uma das 46 unidades da Embrapa que, desde 2001 vem recebendo estudantes norte-americanos de ensino médio para treinamentos em suas instalações, sob orientação de um de seus pesquisadores e no âmbito da parceria entre a World Food Prize Foundation/Global Youth Institute (WFP/GYI) e Embrapa Soja.

Ao todo, 16 estudantes norte-americanos já receberam treinamento na Embrapa Soja, um a cada ano. Esses estudantes desenvolveram pesquisas científicas por cerca dois meses no local. O assunto das pesquisas, relacionados à segurança alimentar no mundo, foram definidos juntamente aos orientadores/pesquisadores da Embrapa Soja. “Nossa intenção sempre foi a de também oferecer essa oportunidade de intercâmbio a estudantes brasileiros, abrindo a oportunidade de nossos estudantes participarem de intercâmbios nos EUA. Nunca nos foi possível obter o patrocínio necessário para tal. Até que o empresário Julio Bravo (Agrobravo) nos consultou da possibilidade da Embrapa Soja o auxiliar na escolha de, pelo menos, um estudante por ano, para participar de um intercâmbio nos mesmos moldes daquele oferecido pela WFP/GYI a estudantes norte-americanos na Embrapa Soja”, declarou o pesquisador da Embrapa Soja, Norman Neumaier.

Desde a participação de Julio Bravo no Food Prize, somente outros dois brasileiros tiveram a chance de fazer parte do programa. “Queremos voltar a trazer a juventude brasileira para este importante programa mundial que discute o agronegócio com foco na produção de alimentos. Vamos proporcionar esta experiência arcando com os valores referentes ao intercâmbio para um jovem de escola pública de Londrina, escolhido para passar seis meses nos EUA estudando”, esclareceu Bravo. O jovem deverá realizar uma apresentação nos mesmos moldes que a apresentação do empresário há 15 anos, levando ao programa a realidade da agricultura na sua própria região, avaliando de que forma os trabalhos no campo podem ser aprimorados naquele local.

O estudante ainda atuará dentro do escritório da AgroBravo em Curitiba (PR) por um período antes da viagem. “Nossa missão agora é encontrar estudantes brasileiros que sejam entusiastas pela causa da segurança alimentar, que sejam assertivos na busca por oportunidades únicas para que, como o Julio, trilhem um caminho de sucesso da  mesma forma como ele vem trilhando”, destacou o pesquisador .

 

World Food Prize

 

World Food Prize é uma organização criada na década de 70 por Norman Borlaug. Conhecido por tirar mais de 1 milhão de pessoas da fome, Borlaug é considerado o pai da Revolução Verde, levando materiais genéticos de trigo, milho e soja para regiões onde nem existia agricultura. Pelos feitos, na década de 70, ganhou o prêmio equivalente ao Nobel da Paz da agricultura.

A World Food Prize organiza todo ano um grande evento em Des Moines, estado de Iowa, principal produtor de grãos do mundo, para reconhecer os destaques do agronegócio mundial. Em outubro, o evento reuniu as maiores autoridades do segmento, entre cientistas, pesquisadores, professores, representantes de ONGs, CEOs das maiores e mais importantes indústrias ligadas ao agro. Além de premiar os destaques no segmento em diferentes categorias, o evento apresentou workshops na edição deste ano, tratando de assuntos como a luta do agro contra a fome no mundo abordando também a busca por parcerias e financiamentos para o sucesso. Paralelamente, o WFP apresentou uma série de debates e mesas redondas com temas relativos à segurança alimentar, nutrição e sustentabilidade, promovidos entre alunos e professores além da apresentação de trabalhos científicos.

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1 comment on “AgroBravo quer transformar a vida de um jovem estudante brasileiro

Pare e pense! Um abraço!
Informação incorreta caro Narwhal. Fiz agronomia e mesmo naquela época, 1991, nós criávamos frango na escola e a idade de abate em média era de 42-45 dias. Com o desenvolvimento genético somado à alimentação rica de hoje em dia, a indústria avícola conseguiu reduzir o tempo de abate para até 33 dias. Portanto dependendo da avícola pode comer frango sem medo. E olha que hoje eu nem trabalho na área. O custo de anabolizar um lote de frangos não se paga ok? Abraço a todos e vamos esquecer esse tal somatodrol…
Sobre o frango, vocês deveriam ver o documentário Food Inc. amora
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